domingo, 9 de janeiro de 2011

Coluna: Julgando Livros Pela Capa #1

Eu sei, eu sei... Tinha prometido esta coluna desde o ano passado - quando o ''Na Minha Estante'' finalmente saiu do hiato de meses e voltou à suas atividades normais. Mas acreditem, pesquisar capas internacionais de um mesmo título pela web é uma das coisas MAIS difíceis que já fiz para este blog.
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Mas como, para mim, promessa É dívida, aqui está o primeiríssimo ''Julgando Livros Pela Capa''. Tá certo, o nome original seria ''Volta ao Mundo Através dos Livros'', mas o título era MUITO grande... então, como o nome das outras colunas fixas são bem curtinhos, resolvi mudar o título deste aqui.
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O que importa é que o objetivo continua o mesmo (avaliarmos as capas de uma obra querida, não importa de qual país for), e o post vai surgir por aqui sempre que der - o que espero que seja em um curto espaço de tempo, entre um e outro.
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Para este nosso ''Julgando Livros Pela Capa'' de estréia, eu escolhi nada mais, nada menos do que a capa de... CALAFRIO! Espero que gostem e comentem o que acharam.
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1º Capa: EUA.
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Eu simplesmente AMEI esta ilustração. Ela é tão simples e artística, tão a cara da Maggie Stiefveater e seus personagens que... Não tem como não gostar dela! Foi esta capa que me fez procurar sobre o que o livro tratava, e foi com esta capa que eu li ''Shiver'' (o título original de ''Calafrio'') pela a 1ª vez. A versão em Hardcover do livro conta com um ''brilho'' fosco-metalizado na ilustração, e isto é que dá um certo charme à mais para ela.
Simplesmente P-E-R-F-E-I-T-A! *-*
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2ª Capa: BRASIL.
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Quem leu a resenha que fiz para Calafrio aqui no blog sabe que, no início, eu tive um pouco de birra com esta imagem. Eu gostava TANTO da ilustração americana que me recusava a gostar da nossa. Bom, sem dúvida alguma, uma infantilidade da minha parte. Mas quando o livro chegou aqui em casa e eu finalmente vi a arte AO VIVO, eu não tive outra escolha além de ter que mudar a minha opinião... A foto era belíssima - tão serena e tranquíla, e que conseguia expressar o verdadeiro espíríto do livro de uma forma muito melhor do a original. Um detalhe desta capa que eu gosto é que de um lado a floresta é azul e gélida como o inverno, do outro, é laranja e quente como o verão.
A única coisa que eu não entendi foi o significado das bolinhas que saem do pingo de ''Calafrio'' - mas este é um detalhe que dá para relevar.
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3ª Capa: REINO UNIDO.
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A capa da terra da Rainha nada mais é do que uma versão ''dark'' da americana. Ao invés dos tons frios utilizados pela Scholastic USA, temos o ''mais do mesmo'' do vermelho-preto-branco consagrado pela Saga Crepúsculo. Só que é aí que entra o problema... ''Calafrio'' pode ser tudo, menos dark. Sei que a intenção foi boa e tal, mas isto meio que matou a arte em si. Para mim, capa e história precisam caminhar de mãos dadas, e isto não aconteceu com ''Shiver'' no Reino Unido.
Uma pena!
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4ª Capa: FRANÇA
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Eu não sou muito fã dos trabalhos realizados pelos capistas franceses, mas com ''Frisson'' os caras simplesmente me surpreenderam (não posso dizer ''se superaram'', já que não achei os trabalhos anteriores da galera de lá alguma coisa digna de nota). Eles utilizam o já batido preto-branco, mas (diferente da versão inglesa) conseguiram trazer uma identidade única, que se alia de uma forma mágica  à história do livro.
Tanto a fonte utilizada no título quanto a foto em destaque dos flocos de neves me deixaram caidinho, e me fez eleger a versão francesa como a ''Melhor Capa de Calafrio de Todo o Mundo''!
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5ª Capa: ITÁLIA
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Para falar a verdade, até agora eu não sei muito bem o que falar sobre a capa italiana de ''Shiver''. A idéia até que é legal - um coração de giz desenhado no concreto, marcado pelas marcas de uma ''patada'' de lobo - porém, contextualizada, a imagem acabou ficando... simples demais, para não falar outra coisa. Eu não diria que a capa é feia (tá, talvez eu ache a arte ''um pouco'' feia!), mas ela é - sem sombra de dúvidas - MUITO ''Sem Graça''.
E Calafrio pode ser doce e romântico e idealizado ao extremo, mas nem por isto ele é uma história ''Sem Graça''.
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6ª Capa: BULGÁRIA
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Se a capa italiana é ''Sem Graça'', a imagem bulgara de ''Calafrio'' não pode ser classificado de outra forma além de MUITO SEM NOÇÃO! É sério, eu odiei esta capa desde o 1° minuto em que descobri que ela existia... Grace gótica? Não mesmo. E estes olhgos de lobos flutuando no alto floretsa? São de dar medo! Esta capa serviria muito mais para um livro de terror do que para um Romance Sobrenatural para Jovens Adultos. Sem falar que, se vocês não perceberam, a foto da menina sentada no meio da neve é a mesma utilizada na versão brasileira de ''Casa Glass'', da série ''Os Vampiros de Morganville''...
Ultramente FREAK!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lista: As Melhores Capas da Minha Estante

''Nunca Julgue um Livro Pela Capa!''... Todo mundo conhece este ditado, mas falando francamente, um bom designer gráfico estampando a cobertura de uma obra - qualquer seja - faz toda a diferença. Foi pensando nisto que (enquanto eu arrumava os meus livros ontem à noite) resolvi criar uma lista com as cinco melhores capas presentes na ''Minha Estante'' - a real, não o blog! (Por que eu sempre tenho que fazer este trocadilho #FAIL?!).
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5º Lugar: Amanhecer, de Stephenie Meyer
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Vou dizer uma coisa pela qual não me orgulho nem um pouco... Mas eu só comprei ''Crepúsculo'' - à dois anos e meio atrás - depois que eu vi a capa do então ''Breaking Dawn'' em uma matéria falando sobre o lançamento do livro lá fora. Antes disto, eu não era muito chegado à romances, mas quando eu vi o tabuleiro de xadrez criado em vermelho e branco, eu simplesmente pirei. Foi paixão à 1ª vista! Passei uma semana pesquisando sobre a série até me decidir à comprar o 1° volume. Tudo bem, também acho as outras capas lindíssimas, mas ''Amanhecer'' é simplesmente imbatível.
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4° Lugar:  Os 13 Porquês, de Jay Asher
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Uma das capas mais lindas e simples que já vi na minha vida. Na verdade, acho que a capa brasileira dá de 10 à zero, humilha e ainda samba por cima da cobertura americana. Me lembro que, no dia em que eu comprei o livro, passei todo o caminho da livraria até a minha casa admirando a arte gráfica de ''Os 13 Porquês''... Acho que não tem nem o que falar mais. A imagem, ao mesmo tempo que diz tudo sobre a história, não fala nada! Só tenho que agradecer ao pessoal da editora Àtica por terem trago este livro para o Brasil e feito um trabalho extraordinário com ele.
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3° Lugar: Cabeça de Vento, de Meg Cabot
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Eu adoro os livros da Mega Cabot (*-*), mas confesso que não acho as capas deles a Oitava Maravilha do Mundo... Graças à Deus, contrariando o costume, chegou ''Cabeça de Vento'' (da série ''Airhead'') e quebrou este paradigma. Com uma arte perfeita, ele me conquistou MUITO antes de pensar em chegar por aqui. Valeu Galera, por - além de manterem a capa com a Nikki - também terem deixado a Emmerson no verso.
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2° Lugar: Sussurro, de Becca Fitzpatrick
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Este sim é um romance YA cuja capa é digna de nota. Idealizada pelo fotógrafo James Porto, a ilustração de ''Sussurro - Hush, Hush'' com o anjo caindo do céu  me incitou a ler o livro antes mesmo dele ser lançado nos EUA (sem eu ter lido um parágrafo sequer da trama). E não é só a imagem que chama a atenção. A textura da capa - tanto a versão americana quanto a brasileira - são de um material incrível, e que faz toda a diferença.
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1° Lugar: Harry Potter e o Cálice de Fogo, de J. K. Rowling
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Eu tenho uma verdadeira PAIXÃO pelas ilustrações da Mary Grand'Pré. Meu sonho, quando era mais novo, era que ela ilustrasse um livro meu quando eu escrevesse um. Voltando ao assunto, de todas as capas criadas por ela para a série Harry Potter, sem sombra de dúvidas, a de ''Cálice de Fogo'' é a minha preferida. Repleta de detalhes da história - como o labirinto, a carruagem de Beauxbatom, os olhos de Voldemort, o rabo do ''Rabo-Cóneo Húngaro''... - não tem como não se encantar e encher os olhos com ela.

Coluna: Meu Carrinho #4

Janeiro finalmente começou, e com ele entra no ar mais uma edição do ''Meu Carrinho''. Neste vídeo, eu comento um pouco sobre as minhas compras literárias, e o que achei de cada uma delas. Esse é um post inspirado no meme ''Minha Caixa de Correio'', do blog literário ''The Story Siren''.
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Não reparem na minha cara (de bêbado) e no meu cabelo (ao estilo ''ninho de mafuá'')... O vídeo foi gravado às 06 horas da manhã de quarta feira - o único horário, durante toda esta semana, em que a minha casa ficou silenciosa (apesar do cachorro do vizinho ter latido sem parar!).
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Clique abaixo para ver:
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Livros citados no vídeo:
- Os Magos
- Desastre
- Beautiful Dead: Livro Um, Jonas
- Academia de Vampiros: Tocada Pelas Sombras
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Música-Tema desta Edição:
Artista: 3Oh!3 feat. Kesha
Música: My First Kiss
Álbum: Streets of Gold
Ano: 2010

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Resenha: Alucinógeno em Hardcover

''Na Minha Estante'' adverte: A resenha a seguir pode conter Spoilers ocasionais da trama abordada... Não que vá interferir em alguma coisa, mas é só para não falarem que eu não avisei!
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Sinopse:
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Obras-primas de Lewis Carroll, ''Alice No País das Maravilhas'' e ''Através do Espelho'' há mais de um século encantam crianças e adultos. Instigante, divertida, inusitada e profunda, a saga de ''Alice'' é inesgotavelmente interpretada, parodiada, filmada, citada... e, claro, lida.
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O que eu achei?
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Antes de qualquer coisa, eu tenho que falar para vocês que, durante muito tempo, eu deixei ''Alice: Volume Único'' esquecido em minha estante (a verdadeira, não o blog). Confesso que, quando o comprei, agi de uma forma totalmente consumista e compulsiva... Afinal, o livro tinha uma arte gráfica lindíssima e, ainda por cima, estava praticamente de graça - uns 12 reias, se não me engano. Só que, alheio a todas estas vantagens, havia um pequeno porém: Eu não tinha a mínima vontade de ler o volume.
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Olhando agora em um retrospecto, vejo que esta foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Até por que, se eu tivesse criado um pouco de ''coragem'' e lido as aventuras de Alice já naquela época, com certeza eu não teria apreciado (muito menos ''aprovado'') a escrita única e enlouquecida de Lewis Carroll.
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Pois, como o próprio título desta resenha indica, ''Alice: Volume Único'' é um entorpecente de alta periculosidade... E, para você conseguir entrar ''no barato'' proporcionado pela leitura, é preciso que esteja em uma vibe literária despida de qualquer parâmetro ou pré-julgamento.
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Graças à Deus, depois da minha decepção insuperável com ''Cidade dos Ossos'' (não, eu não me esqueci), eu meio que me forcei à entrar nesta vibe. Afinal, se eu não tivesse encontrado este estado de espírito, com certeza eu não entederia toda a visão que Lewis Carroll criou para as histórias - e, sem sombra de dúvidas, eu teria achado tanto ''Aventuras de Alice no País das Maravilhas'' quanto ''Através do Espelho e o que Alice encontrou por Lá'' duas grandes bombas de bosta, repleta de cenas malucas e diálogos sem-sentido.
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Mas é aí que está a questão...
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Para quem não sabe (ou ainda não leu), as duas explotações da menina Alice pelas veredas de Além-Mundo são, na verdade, sonhos de tardes modorrentas de verão. E, falando francamente, desde quando ALGUM sonho faz sentido?
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Foi por este motivo que a narrativa de Lewis Carroll me conquistou tanto. Pois, da forma mais despretenciosa (e insana) possível, ele criou uma história indiscutívelmente genial, com personagens enlouquecidamente carismáticos, vivendo em plena harmonia em um universo de fantasia que não tem a mínima vergonha de vestir a camisa do ''Bizarro''.
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PS: A título de curiosidade... Tanto o desenho quanto o filme ''Alice no País das Maravilhas'' contam com passagens/personagens do 1° livro misturados com os do 2°. Um exemplo? O Chapeleiro Maluco e a Lebre de Março aparecem em ''País das Maravilhas''; Já as flores falantes e os gêmeos Tweedledee e Tweedledum são de ''Através do Espelho''.
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O Ponto Alto
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O Jantar oferecido pelas Rainhas Branca & Vermelha, no final de ''Através do Espelho''. Segundo a etiqueta distorcida das duas, se você era apresentado para uma comida - não importa qual seja - durante um banquete, não seria nada educado comê-la depois disto. Então, nem preciso dizer que elas apresentarm Alice para todos os pratos oferecidos, não? Rsrsrs.
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Momento Desnecessário
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Como nem tudo é perfeito... Já dizia o ditado: Um é Pouco, Dois é Bom, mas Três é Demais! Bom, se ainda não entendeu, eu estou falando das cenas de ''Estica e Puxa'' que a Alice passa durante as aventuras no ''País das Maravilhas. As primeiras vezes em que ela diminuia e aumentava de tamanho foram até divertídissimas de se ler. Mas quando chegamos em mais da metade do livro, e isto continua a acontecer, a passagem começa a se tornar chata e massante. Um erro de cálculos, sem dúvidas... Mas nada do que um pedaço do lado certo do cogumelo não resolva.
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Quem me conquistou?
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Sei que vai ser uma resposta HIPER clichê e tal, mas quem me fazia virar página atrás de página durante a leitura com certeza foi a Alice. Com apenas sete anos e meio, e um senso de responsabilidade maior do que muita gente grande que eu conheço, toda vez que ela se sentia frustrada, assustada ou simplesmente encantada com alguma personagem amalucada de suas aventuras, eu sentia o mesmo. Adorava os momentos em que ela refletia sozinha com os seus botões, e - depois de terminar de ler o último parágrafo do volume único - eu fiquei me perguntando se colocaria ou não o nome de ''Alice'' em uma filha minha.
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Quem eu odiei?
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Não tem para ninguém... A Rainha de Copas é imbatível! Tudo bem que parte deste meu desgosto vem da vilã do desenho da Disney (já que no livro ela NEM é uma vilã), mas não teve como. A Rainha de Copas pode não ser má, mas ela é mimada, birrenta e mal-humorada... Além de ser completamente biruta - o que torna todos os outros fatores MIL VEZES³ piores.
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A Capa
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Este, sem dúvida alguma, é um dos volumes mais belos que ocupam a minha estante. Além da capa ser um ''hardcover'', ela ostenta com brilhantismo o belíssimo trabalho original de John Tenniel. Cada detalhe, desde o interior até a formatação e cores utilizadas na cobertura, transbordam todo o cuidado que a equipe da editora Zahar teve com o volume. Por isso acho que dar ''Dez chás da Tarde'' + ''Cinco Julgamentos no Reino de Copas'' + ''Vinte Canções do Cavaleiro Branco'' + ''Quinze Jantares Organizados pelas Rainhas Branca e Vermelha'' ainda é pouco perto do trabalho desta galera.
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Minha Playlist
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Música: Nine In The Afternoon - Artista: Panic! At The Disco
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Nem precisa de muita explicação... Afinal, existe música mais ''Wonderland'' do que ''Nine in The Afternoon''?!
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TÍTULO: Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá
TÍTULO ORIGINAL: Alice - Alice's Adventures in Wonderland & Through the Looking-Glass and What Alice Found There
AUTOR(A): Lewis Carroll
EDITORA: Zahar
NOTA: 10,0

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coluna: Eu Quero! #1

Finalmente chegou 2011, e muitas novidades prometem ''estremecer'' aqui o ''Na Minha Estante''. Para começar, teremos o nosso 1° ''Eu quero!'' - uma coluna semanal que irá apresentar os livros que estão na minha Lista de Desejos, e que provavelmente vocês irão ver MUITO em breve por aqui.
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Preparados? Então vamos aos primeiros escolhidos:
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Sangue de Lobo - Helena Gomes & Rosana Rios
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Em 'Sangue de Lobo', um antigo original de um livro que conta uma história de mistério e morte jaz esquecido num pequeno museu em um restaurante no sul de Minas Gerais. Duas jovens, Ana Cristina e Cristiana, em viagem com a família de Ana, encontram-no e leem a história. Elas ficam assustadas, pois o enredo do livro retrata exatamente o jogo de RPG que elas criaram com amigos em São Paulo. E o mais curioso - a história se passa na cidade onde vão passar as férias. Foi lá que ocorreram crimes em série no início do século XX. E, no mesmo local, 100 anos depois, volta a acontecer uma sequência sinistra de mortes - oito macabras bonecas de porcelana parecem corresponder às vítimas de um insano assassino serial. As histórias do presente e do passado se misturam a partir do lobisomem Hector, um jovem inglês do passado que luta contra a maldição da Lua Cheia.
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O que eu espero?
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Vi ''Sangue de Lobo'' pela primeira vez em um blog e me apaixonei de cara. Tudo, desde a sinopse até a capa me conquistaram por completo. Eu já li um romance da Helana Gomes (o ''Lobo Alpha'', publicado pela editora Rocco) e a narrativa dela me prendeu do iníco ao fim. Espero que o mesmo aconteça com ''Sangue de Lobo'' - que só à título de curiosidade, tem mais de 500 páginas! *-*
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Página do livro no Skoob.
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Os Magos - Lev Grossman
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Quentin Coldwater é um gênio precoce às vésperas de entrar na faculdade. Como a maioria das pessoas, Quentin acreditava que a magia não era algo real. Acreditava. Tudo muda quando ele é surpreendentemente admitido em uma universidade - muito antiga, muito secreta, muito exclusiva - de estudos mágicos, ao norte de Nova York. Após se esgueirar por um terreno baldio do Brooklyn na tarde de inverno em que deveria ter feito sua entrevista para entrar em Princeton, Quentin se vê, em pleno verão, no idílico campus da misteriosa Brakebills. Ali - não antes de um difícil e cansativo exame de admissão - ele dá início a uma extensa e rigorosa iniciação ao universo acadêmico da feitiçaria moderna; ao mesmo tempo, descobre também os princípios boêmios da vida universitária - amizades, amores, sexo e álcool.
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O que eu espero?
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Harry Potter vai para a Faculdade!... É sério, foi isto o que eu pensei ao ler a sinopse de ''Os Magos''. O livro parece ter todo aquele clima de magia além dos limites criado pela genial Tia Rowling, sem falar na adição de duas palavrinhas que não existiam no vocabulário de nosso bruxo n°1: SEXO E ÀLCOOL. (\o/ )
Não pensem que eu sou da ''pavirada'' - muito pelo contrário - mas se o Lev Grossman não aumentasse a ''classificação'' de sua história, provavelmente eu nem passaria perto dela, com medo de encontrar mais um ''Harry Potter Wannabe''. O que, eu espero, não é.
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ps: Apesar de ter gostado da capa brasileira, prefiro a americana. Sei lá, ela passa mais um clima de magia e mistério do que a nossa.
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Página do livro no Skoob.

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